Me levanto, tomo um café pobre com pão velho e café frio.. vida do caralho. Coloco os pés pra fora de casa sem conseguir tirar da minha cabeça a imagem de minha cama, praticamente me chamando para voltar a dormir. Desde os sete anos eu to na mesma merda.
Ando um pouco pela rua, pensando em como minha rua continua a mesma merda e como poderia mudar, mas esse frio não me deixa ter pensamentos sérios. Que frio, porra. Ando um pouco, resolvo tomar um onibus e olhar o caminho enquanto vou para o centro da cidade. Quer saber?! Não vou trabalhar porra nenhuma hoje.
Passo pela catraca e reparo que talvez não seja o único cara incompetente o suficiente para construir uma vida na qual eu me sinta satisfeito, já que o cobrador está com uma cara de cú, fora de série.
Como assim, não?! Todo dia pego o mesmo onibus, com o mesmo cobrador, com o mesmo motorista, e o cara não tem a moral de nunca estar sorrindo. Fico meio indignado com essas coisas, não entendo como a pessoa sabendo que está infeliz não faz nada para mudar. Oh esqueci, também sou infeliz.
O onibus faz algumas voltas e eu, prestando atenção em todo o caminho. Será que tudo vai ser sempre assim? Não acredito, tenho com certeza capacidade, acho.
Voltando pelo caminho lembro, que todo o tempo que eu reflito nunca consigo mudar nada. É isso ai. Sou um bosta.
Acredito que agora, o que me resta é voltar e dormir, olhando para o teto do quarto, com a clara sensação de que poderia ser melhor do que sou. Pronto. Acordei, levantei, andei, voltei e de nada adiantei. Agora... morri!
* Nenhuma crônica, conto ou reflexão desse site é autobiográfica.*
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